Crise e melhoramento genético
27/3/2010
Muito tem se falado da crise é dos seus efeitos maléficos na pecuária. Não tenho a pretensão em discursas na ceara econômica sobre um assunto tão polemico. No entanto, fazendo uma analise do dia a dia da pecuária, podemos notar claras e necessária mudanças. No tempo da pré-crise qualquer animal era bem vendido. Independentemente dos custos em produzi-lo, alimentá-lo e comercializá-lo. Agora a coisa mudou. E mudou para melhor. Somente os animais, realmente melhoradores estão sendo multiplicados. Estamos fazendo seleção genética novamente, para isso, temos que voltar os olhos para os rebanhos e identificar os melhores indivíduos, ou seja: As vacas que dão cio natural e sem nenhum tipo de artificialismo; As de menor tempo de gestação; As leiteiras; Os produtos de bom ganho de peso, em todas as fases; Os machos com boa circunferência escrotal e libido; Além dos animais dóceis e de porte médio e que não necessitem de alto consumo para engorda. Para completar, analisar quais são os indivíduos que transmitem essas características aos seus descendentes. Além de voltarmos a fazer seleção, precisamos ter a coragem de cortar custos desnecessários e investirmos na produção racional. Só conseguiremos ser competitivos mundialmente, com um rebanho que coma pasto e esteja em ponto de abate rápido. Mas isso falaremos com mais calma em uma próxima oportunidade. Do contrário não será a crise da economia mundial que vai atrapalhar a pecuária, mas sim a crise da pecuária brasileira que vai atrapalhar a economia mundial.
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